quinta-feira, 21 de maio de 2009

Pais mas que pais? - piscinas Rui Abreu - Pedrulha 21.5.2009

Pais mas que pais?

Nasci da vontade de sexo entre meu pai e minha mãe... ainda namoravam, e pelo que me foi dito, feito em pé ás escondidas da vegilancia da minha avó.
Não sei se fui programado ou não, mais provalvel é ser não, mas lá nasci. Fruto dessa vontade, desse desejo e desse amor.
Como antes já referi, nasci e cresci... Mas o crescer foi diferene de uma criança num ambiente considerado normal, pois ao fim de algum tempo foram as guerras e os conflitos entre os meus pais. Muita as vezes eu no meio e a prezenciar senas que nem um adulto deveria ver... Foi a destruturação completa da familia e dos sentimentos. Foi para alem disso o desvio racional de uma educação para uma criança. Levei com as maguas, desgostos e frustrações deles por arrrasto...
Ao longo da minha vida tive sentimentos de raiva e odio para com eles... no entanto sempre relevei e sempre entendi o porque de cada lado... esquecendo o meu proprio. Por os amar e por me terem feito homem que sou hoje.
Fui criado entre guerras particulares e eguoismos sem nunca terem medido seus actos e seus sentimentos. Não ponho em causa seu afecto para comigo mas sim a sua maneira de o demonstrarem ou de o fazerem.
Fui criado, a partir dos meus 8 anos, por minha mãe... mal ou bem criou-me e teve-me entre ela... com seus defeitos e suas paranoias... uzando-me por vezes e sendo até sua cruz de vida.
Meu pai saío, pura e simplesmente da minha vida nessa idade, sem perconceitos e sem problemas. Durante o resto da minha vida foi sempre de passagem, e maior parte das vezes negativamente, tal como da vez em que estava com ele e sua companheira da altura em Lamego e me espulça de casa... Não querendo dizer que não tem sentimentos para comigo mas que nunca os demonstrou ou praticou é uma realidade.
Meus pais, cada um á sua maneira, sempre me responsabilizaram ou culpabilizaram, pelas suas vidas. Pago essa factura todos os dias da minha vida. Chego a pedir que me esqueçam e me deixem viver a vida que tenho em paz.
Minha mãe cobra-me sobre seus sentimentos e o que possa fazer por mim... Meu pai usa-me como presevativo. Seus sentimentos são do mais penozo que tenho na vida, nem o cacionoma que me foi diagosticado é tão doloroso... Cada um fechado nas suas vidinhas de merda e seus medos que eu sou simplesmente a imagem da dor e da fustração da vida que tem.
Não conceguem olhar para mim como eu olho para meu filho, com amor, carinho e vontade de lutar por seu bem estar, para alem do meu.
Cada um deles tem sua vida e eu sou simplesmente a merda que fizeram.
Não quero nada deles nem sequer o bem, simplesmente esqueçam que eu estou cá tambem...
Andei a estudar ás custas da minha mãe, a ela o devo, no entanto mais tarde fui responsabilizado por isso e ainda hoje levo com isso na cara.
Meu pai chegou a dizer que 3 contos chegavam para o meu sustento e que se minha mãe quize-se mais que o fosse ganhar.
Mais tarde "fugi" e comecei minha caminhada sozinho... Meu pai pagou-me a carta e minha mãe ajudou-me com o que podia, depois pago a factura, eu fiz isto eu fiz aquilo etc... Cada um faz pagar a factura á sua maneira e da maneira que mais lhe convem. Tem sido assim e continua assim.
Meu pai tem outro filho, fruto da relação com outra pessoa, minha mãe só me tem a mim... mas seu sentimento de afecto por mim é do mais doentio e estranho que se possa imaginar.
Eu tou cansado e farto de os aturar e calar-me perante suas intempestivas acções para comigo. Agora que eu tenho a MINHA familia e os meus próprios problemas, que tenho que superar, não estou para suportar mais as suas maneiras para comigo. Está na altura de dizer o que sempre senti e calei e suportei. Por medo, respeito e pudor, prejudicando-me e as pessoas em meu redor, nunca falei do que eles me fazem sentir ou fizeram, chega tá na hora de dizer basta.
Estou cá sou filho deles e amo-os como tal mas já chega de me cobrarem ou de me rebaixarem... por mim e plo meu filho chega...

Nunca sejam pais assim pois é do pior e do mais destrotivo que possam sentir na vida, por isso e muito mais sou como sou, diferente mas igual, com sentimentos á flor da pel e com amor sentido por todos.

Inté...