Criança que ri
Criança que chora;
Ela ri, ela chora
Pelo mundo lá fora.
Criança com casa
Criança sem casa
Ela vive ela morre
Pelo mundo que escorre.
Criança que come
Criança com fome
Ela cresce ela morre
Pelo mundo que decorre.
Criança, crianças
Deste mundo criança
Que mata e destroi
Toudas as crianças.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
"FLY" 28.5.1991
I want to fly
in the blue sky
like a free bird.
Please, beautiful butterfly
show me the way to fly.
Fly in the blue sky
like a free bird
in the blue sky.
in the blue sky
like a free bird.
Please, beautiful butterfly
show me the way to fly.
Fly in the blue sky
like a free bird
in the blue sky.
"DOÇURA" 1986
Infinita doçura, inigualável carícia.
Contacto delícioso, infindável
Pressão da mão amada quando encontra a nossa mão,
Como achando um ninho.
Teus lábiospalpitantes de amor
Teus lábios que humedece o orvalho do desejo,
Doces lábios onde brota o beijo,
Prestes a deixar-se colher cmo uma flor.
Contacto delícioso, infindável
Pressão da mão amada quando encontra a nossa mão,
Como achando um ninho.
Teus lábiospalpitantes de amor
Teus lábios que humedece o orvalho do desejo,
Doces lábios onde brota o beijo,
Prestes a deixar-se colher cmo uma flor.
"TUA TERNURA" 1986
Não me culpes a mim de amar-te,
Mas a ti mesma e á tua ternura,
Pois se te aborrece, a mim me tertua,
Ver-me cativo assim do teu encanto.
Mas a ti mesma e á tua ternura,
Pois se te aborrece, a mim me tertua,
Ver-me cativo assim do teu encanto.
"DIVAGAÇÃO DE MIM" 1986
Brancura macia de plumas, rumor leve
De asas que roçam devagar,
Passais como flocos e neve
Que sussurram no vento e se desfazem no ar.
De tudo isto, que resta? Um quase nada: apenas,
E o eco de um rumor cantando em meu ouvido.
Sonhos perfumados
Do aroma dos teus lábios
Dos botões de rosa desabrochados
Em goivas, desfeitos na lama pela naifa.
Sonhos do ouvido, escutando
O ingénuo amor que se revela enfim
Involuntáriamente, quando,
Em frazes que negam a voz, diz, que sim;
Sabro do primeiro beijo
Que mal pousa, medrouso, leve, leve,
Num rosto virgem onde sonho;
Sereia cheia de brancura de neve;
Sonhos de amor, sois como a rosa
Que, ainda nem bem colhida;
Perde a frescura que a tornou formosa.
De asas que roçam devagar,
Passais como flocos e neve
Que sussurram no vento e se desfazem no ar.
De tudo isto, que resta? Um quase nada: apenas,
E o eco de um rumor cantando em meu ouvido.
Sonhos perfumados
Do aroma dos teus lábios
Dos botões de rosa desabrochados
Em goivas, desfeitos na lama pela naifa.
Sonhos do ouvido, escutando
O ingénuo amor que se revela enfim
Involuntáriamente, quando,
Em frazes que negam a voz, diz, que sim;
Sabro do primeiro beijo
Que mal pousa, medrouso, leve, leve,
Num rosto virgem onde sonho;
Sereia cheia de brancura de neve;
Sonhos de amor, sois como a rosa
Que, ainda nem bem colhida;
Perde a frescura que a tornou formosa.
"DORES" 1982
Última flor obscura do coração
És a um tempo, inculta e bela.
Ouro nativo, que na ganga impura
Brota a dor da separação...
Amo-te assim desconhecida
Cabelos de alto calor, música singela
Tens o dom e a delicadeza da porcelana
E a dor da saudade e da ternura!
Sinto o teu riso agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e dolorosa.
Da tua boca saio: "Amo-te"
Da tua mente: " Não posso"
O génio sem ventura e o amor sem brilho!
És a um tempo, inculta e bela.
Ouro nativo, que na ganga impura
Brota a dor da separação...
Amo-te assim desconhecida
Cabelos de alto calor, música singela
Tens o dom e a delicadeza da porcelana
E a dor da saudade e da ternura!
Sinto o teu riso agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e dolorosa.
Da tua boca saio: "Amo-te"
Da tua mente: " Não posso"
O génio sem ventura e o amor sem brilho!
"AMO-TE" 1982
Amo-te
Tu-não-sei-quem
Com mãos de cardos
Que descem aos caminhos
Para afagar as crianças
De cabelos com asas de vento
A correr por entre as árvores.
Amo-te
A ti que te inventei
Com seios de espinhos
Para sentir bem na pele
A nudes rude da morte natural
Quando me levares pelas nuvens
Através daquela ponte sem margens
Amo-te
Com estes olhos firmes direitos ás cinzas das pedras.
Há! Ir contigo outra vez pelos bosques azuis
A pendurar luas mortas na árvores
- e inventar flores,
estendidas a teu lado n clareira.
E depois, de novo no princípiodo mundo,
Acender no teu corpo
A primeira fogueira.
Tu-não-sei-quem
Com mãos de cardos
Que descem aos caminhos
Para afagar as crianças
De cabelos com asas de vento
A correr por entre as árvores.
Amo-te
A ti que te inventei
Com seios de espinhos
Para sentir bem na pele
A nudes rude da morte natural
Quando me levares pelas nuvens
Através daquela ponte sem margens
Amo-te
Com estes olhos firmes direitos ás cinzas das pedras.
Há! Ir contigo outra vez pelos bosques azuis
A pendurar luas mortas na árvores
- e inventar flores,
estendidas a teu lado n clareira.
E depois, de novo no princípiodo mundo,
Acender no teu corpo
A primeira fogueira.
"BICHO DE TI" 1982
Deitada ao comprido na relva
Vi-te de repente com os cabelos verdes
E os braços erguidos
A abrirem-se com flores nos dedos...
... Flores carnívoras
Que estragulavam vento
Por capricho...
(e então senti na terra e em ti
respirar o mesmo bicho)
Vi-te de repente com os cabelos verdes
E os braços erguidos
A abrirem-se com flores nos dedos...
... Flores carnívoras
Que estragulavam vento
Por capricho...
(e então senti na terra e em ti
respirar o mesmo bicho)
"SONHO" 1982
E ficamos para sempre nos olhos do infinito
Naquela noite em que os corações das flores
Bateram no chão das nossas sombras.
Mas eras tu de facto que ias a meu lado?
Ou o meu sonho de ti
Num corpo desmanchado?
Quando estás junto de mim
Cerro os olhos
Para te imaginar
Na extenção dum lago límpido
Onde as cores das flores
Enfeitam a cólera crispada
De existires sem corpo...
Depois...
Ah! Estou tão farto de suor mental!
E tu cheiras tão bem
A pele natural.
Naquela noite em que os corações das flores
Bateram no chão das nossas sombras.
Mas eras tu de facto que ias a meu lado?
Ou o meu sonho de ti
Num corpo desmanchado?
Quando estás junto de mim
Cerro os olhos
Para te imaginar
Na extenção dum lago límpido
Onde as cores das flores
Enfeitam a cólera crispada
De existires sem corpo...
Depois...
Ah! Estou tão farto de suor mental!
E tu cheiras tão bem
A pele natural.
"A BELEZA È OUTRA DOR" 1982
A beleza é oura dor.
É este desespêro fundo
De explicar o mundo
A uma criança.
Flor de sonho vago,
Nuvem de recorte
Quase indefenida...
(mas eu prefiro a outra:
A flor com morte,
A flor que esmago
Para lhe dar sentido.)
Nem uma lágrima nos olhos,
Nem um bater de coração.
Só este silêncio que nos impele
Para o abismo da solidão
Que temos na pele.
É este desespêro fundo
De explicar o mundo
A uma criança.
Flor de sonho vago,
Nuvem de recorte
Quase indefenida...
(mas eu prefiro a outra:
A flor com morte,
A flor que esmago
Para lhe dar sentido.)
Nem uma lágrima nos olhos,
Nem um bater de coração.
Só este silêncio que nos impele
Para o abismo da solidão
Que temos na pele.
"EU" 1981
Eu para aqui
Sem sentir respirar a vida.
Toquei-te...
E de súbito percebi;
- Não eras apenas um enfeite
Com cabelos de nuvem
E o sol a respirar em ti,
Mas o outro lado do problema,
Com a morte por alibi.
Tudo cansa!
Até o brilho cruel do sol de lança
Dos teus olhos nus.
Teus olhos. Hoje dois delicados pratos de balança
Que só pesam a luz.
(e a esperança)
O céu é este jeito de andar
E a terra vôa nos meus olhos...
Aves: o mundo sou eu.
O sol, o ritmo das sementes
A prolongarem a música da vida...
Homens: o mundo sou eu.
A noite, a cinza dos meus passos
Nas nuvens escuras da morte...
Flores: o mundo sou eu.
(concordem, pelo menos,
que a vida e o mundo
são bem pequenos.
Só a morte é bem grande.)
Sem sentir respirar a vida.
Toquei-te...
E de súbito percebi;
- Não eras apenas um enfeite
Com cabelos de nuvem
E o sol a respirar em ti,
Mas o outro lado do problema,
Com a morte por alibi.
Tudo cansa!
Até o brilho cruel do sol de lança
Dos teus olhos nus.
Teus olhos. Hoje dois delicados pratos de balança
Que só pesam a luz.
(e a esperança)
O céu é este jeito de andar
E a terra vôa nos meus olhos...
Aves: o mundo sou eu.
O sol, o ritmo das sementes
A prolongarem a música da vida...
Homens: o mundo sou eu.
A noite, a cinza dos meus passos
Nas nuvens escuras da morte...
Flores: o mundo sou eu.
(concordem, pelo menos,
que a vida e o mundo
são bem pequenos.
Só a morte é bem grande.)
"IMAGEM" 1982
Passei oda a noite a meditar
Nesta coisa complicada
De haver vida
A matar a vida.
Terra, flores, animais, homens,...
Criados para a vida que não imagino...
Mas não para serem belas
E coordeais,
Que não é seu destino.
Nesta coisa complicada
De haver vida
A matar a vida.
Terra, flores, animais, homens,...
Criados para a vida que não imagino...
Mas não para serem belas
E coordeais,
Que não é seu destino.
"ALMA" 1982
Por dentro só lama
E sonho enfermo,
Mas não é por isso
Que ninguem me entende.
É por esta frieza
Que ao mundo em redor
Parece pureza
- e é aenas bolor.
E sonho enfermo,
Mas não é por isso
Que ninguem me entende.
É por esta frieza
Que ao mundo em redor
Parece pureza
- e é aenas bolor.
"VOZ" 1982
Que voz é esta
Que vem da pele
E não do coração?
Pois os pássaros não cantam apenas
Na minha imaginação?
Existem em cor e penas
Na realidade desta canção
De mim tão alheia.
Ó passaro autêntico,
Volta a ser ideia...
Que vem da pele
E não do coração?
Pois os pássaros não cantam apenas
Na minha imaginação?
Existem em cor e penas
Na realidade desta canção
De mim tão alheia.
Ó passaro autêntico,
Volta a ser ideia...
"AMOR EM FRIO" 1982
Dá-me a tua mão.
Deixa que a minha solidão
Desapareça mais com a tua
- para aqui de mãos dadas
nas noites estreladas
a vermos fantasmas a dançar na lua.
Dá-me a tua mão, companheira
Até ao abismo da terunura derradeira.
Deixa que a minha solidão
Desapareça mais com a tua
- para aqui de mãos dadas
nas noites estreladas
a vermos fantasmas a dançar na lua.
Dá-me a tua mão, companheira
Até ao abismo da terunura derradeira.
"DOR" 1982
A esta dor louca
De te querer sempre junto de mim
Chamam os homens: AMOR.
Mas o amor é antes raiva,
Querer arrancar o sol e a lua
E andar com flores na algibeira
E desprendê-las na chuva...
De te querer sempre junto de mim
Chamam os homens: AMOR.
Mas o amor é antes raiva,
Querer arrancar o sol e a lua
E andar com flores na algibeira
E desprendê-las na chuva...
"AMOR EM FLOR" 1982
Vou criar uma flor
Para pôr no teu olhar.
Uma Flor com asas de fogo
Donde, em vez de perfume,
Saiam sons de viola.
E eu possa dizer á terra:
"Sim. Bendita seja o teu ventre entre as mulheres.
Mas basta de malmequeres!"
Para pôr no teu olhar.
Uma Flor com asas de fogo
Donde, em vez de perfume,
Saiam sons de viola.
E eu possa dizer á terra:
"Sim. Bendita seja o teu ventre entre as mulheres.
Mas basta de malmequeres!"
"ONDE ESTAS? 1982
Quero-te assim, imaginada, bela,
Como se saisses agora da morte
Ainda com um fio de frio
Por passaporte.
Tu, a sonhada sentinela
Com olhos de coração,
Resignada ao destino
Que lhe é dado,
Pela minha solidão.
Como se saisses agora da morte
Ainda com um fio de frio
Por passaporte.
Tu, a sonhada sentinela
Com olhos de coração,
Resignada ao destino
Que lhe é dado,
Pela minha solidão.
"ESCREVO" 1982
Escrevo o teu nome
Nas paredes, nas portas, na lua;
Escrevo o teu nome
Nos livros, nas mesas, na escola;
Escrevo o teu nome
N a luz do sol, na noite de verão, nas estrelas;
Escrevo teu nome
Nos teus olhos, nos teus cabelos,
No teu corpo, na tua imagem;
Escrevo o teu nome
Quando olho para ti, quando sinto a tua presença,
Quando penso em ti, quando escrevo para ti.
ESCREVO O TEU NOME...
Nas paredes, nas portas, na lua;
Escrevo o teu nome
Nos livros, nas mesas, na escola;
Escrevo o teu nome
N a luz do sol, na noite de verão, nas estrelas;
Escrevo teu nome
Nos teus olhos, nos teus cabelos,
No teu corpo, na tua imagem;
Escrevo o teu nome
Quando olho para ti, quando sinto a tua presença,
Quando penso em ti, quando escrevo para ti.
ESCREVO O TEU NOME...
"SONHOS" 1982
Desenganos do passado,
Não servíreis ao futuro?
Sempre sonhos eu tive
Sempre sonhos eu perdi
Sempre sonhos, sempre sonhos.
Nesta vida esperar é loucura.
Desiludir: eis meu destino!
Sonhar: eis toda a esperança!
Esperem então.
Desiludindo então eu morro,
Criando mundos ideais,
Com mentidos prazeres,
Curemos minha morte.
Sonhos, sede bem-vindos,
Perdoa-me o pensamento:
Convosco, sim, a aventura
Se goza por um momento.
Não servíreis ao futuro?
Sempre sonhos eu tive
Sempre sonhos eu perdi
Sempre sonhos, sempre sonhos.
Nesta vida esperar é loucura.
Desiludir: eis meu destino!
Sonhar: eis toda a esperança!
Esperem então.
Desiludindo então eu morro,
Criando mundos ideais,
Com mentidos prazeres,
Curemos minha morte.
Sonhos, sede bem-vindos,
Perdoa-me o pensamento:
Convosco, sim, a aventura
Se goza por um momento.
"PENSAMENTOS LOUCOS" 1980
Talvez fuja, e...
Não volte mais.
Talvez, consiga realizar
O sonho de outrora...
Talvez...
... Desapareça, no meio
Da futilidades complexas...
Talvez...
... Roube uma alma...
Talvez...
... Vá conhecer J.C. ...
Talvez...
... Consiga enlouquecer...
Talvez...
... Consiga a Paz.
Talvez!...
"(...)No fim de contas, aprender é isto:
Não se ganhamos o jogo, mas como o perdemos e como mudamos por causa dele
e o que obtemos dele, que antes não tinhamos, para aplicar noutros jogos. Perder,
de certo modo curioso, é Ganhar."
RICHAR BACH
Eu Existo!
Tu Existes!
E o amor é tudo o que conta!
O oposto da solidão, não é a companhia;
é a intimidade.
O amor é o passaporte para a tragédia.
Não volte mais.
Talvez, consiga realizar
O sonho de outrora...
Talvez...
... Desapareça, no meio
Da futilidades complexas...
Talvez...
... Roube uma alma...
Talvez...
... Vá conhecer J.C. ...
Talvez...
... Consiga enlouquecer...
Talvez...
... Consiga a Paz.
Talvez!...
"(...)No fim de contas, aprender é isto:
Não se ganhamos o jogo, mas como o perdemos e como mudamos por causa dele
e o que obtemos dele, que antes não tinhamos, para aplicar noutros jogos. Perder,
de certo modo curioso, é Ganhar."
RICHAR BACH
Eu Existo!
Tu Existes!
E o amor é tudo o que conta!
O oposto da solidão, não é a companhia;
é a intimidade.
O amor é o passaporte para a tragédia.
"TEMPOS DE GLÓRIA" 1980
Recordações...
Não chores,...
Lágrimas, não te confortam.
Dentro de uma visão
Tento destruir o passado
Talvez, se realize outra frustração...
Talvez, ainda a recordação não tenha finalizado...
A estagnação é patente
O sentimento está corrente
A ponte do encontro desapareceu
O amor morreu?
As noites, os dias mentem
Dias, as noites sentem,
A falta do teu quente olhar,
Para que o sonho se possa realizar...
Mas,... tudo não passa de uma ilusão
Da tentativa de evasão...
De uma fuga dos tormentos,
Talvez um acabar com estes momentos!...
Talvez seja doentio este amor,...
Talvez persista a devidao á dor,...
O teu regreço não existerá
E isto, comigo acabará!
Não chores,...
Lágrimas, não te confortam.
Dentro de uma visão
Tento destruir o passado
Talvez, se realize outra frustração...
Talvez, ainda a recordação não tenha finalizado...
A estagnação é patente
O sentimento está corrente
A ponte do encontro desapareceu
O amor morreu?
As noites, os dias mentem
Dias, as noites sentem,
A falta do teu quente olhar,
Para que o sonho se possa realizar...
Mas,... tudo não passa de uma ilusão
Da tentativa de evasão...
De uma fuga dos tormentos,
Talvez um acabar com estes momentos!...
Talvez seja doentio este amor,...
Talvez persista a devidao á dor,...
O teu regreço não existerá
E isto, comigo acabará!
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