Na musica vôo pelos meus desejos, na noite vagueio pelo mundo, que está dentro de mim, na escrita registo as dores de cabeça, no chôro rio de mim, no rizo choro por mim.
No mundo aonde estou eu vou até ao fim. Cá longe, ao longe de mim, me vejo, perdidamente encontrado por mim.
Em cada momento eu estou, comonunca deveria estar. Por esses momentos eu vou, para poder encontrar-me...
Raiva eu sinto de mim, por ser assim...
Tão bruto eu me sinto por ter esta raiva de mim...
de andar tão devagar como raio de luz solar.
Sou este banco todo pintado de branco,
banco de jardim aonde descançam seres cançados,
Tal como eu de tanto estar e não estar.
Sou eu aki que te escuto
sou eu aki que te sinto
sentindo o teu e o teu
cansaço da vida já percorrida...
Sou o branco do banco
que te dá descanço e paz
p'ra poderes continuar
a AMAR...
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Vários Soltos - Fornos 9.9.1990 escritório 1 hora
... bebo mais um golo de wisky, e deixo a mente continuar a divagar.
Dou mais uma passa no cigarro e escuto a musica a tocar (Oceano pacifico), estou a ficar longe daki, divago no tempo e no espaço, sou anti-materia...
Ah! não me roubo tudo a negra sorte:
ainda tenho esta dor, ainda me resta
o pranto, a queixa, a solidão e a morte.
Assim como o amanhecer
vou acreditar de novo poder ter
assim é o começo de um novo dia
em que começa a luta que cria.
Cansados do medo e da solidão
cá vamos nós andando entre mãos;
perdendo toda aquela eluzão
que em crianças tinhamos nas mãos.
Este tempo inteiro que queriamos dar
desse sonho que é tão criança
andando de par em par
mas o tempo passou e a criança não ficou.
Perdeu-se no passar do tempo
num tempo perdido
mais que sentido
foi vivido no seu tempo.
Dou mais uma passa no cigarro e escuto a musica a tocar (Oceano pacifico), estou a ficar longe daki, divago no tempo e no espaço, sou anti-materia...
Ah! não me roubo tudo a negra sorte:
ainda tenho esta dor, ainda me resta
o pranto, a queixa, a solidão e a morte.
Assim como o amanhecer
vou acreditar de novo poder ter
assim é o começo de um novo dia
em que começa a luta que cria.
Cansados do medo e da solidão
cá vamos nós andando entre mãos;
perdendo toda aquela eluzão
que em crianças tinhamos nas mãos.
Este tempo inteiro que queriamos dar
desse sonho que é tão criança
andando de par em par
mas o tempo passou e a criança não ficou.
Perdeu-se no passar do tempo
num tempo perdido
mais que sentido
foi vivido no seu tempo.
Algo do escritor Henry Miller
Adoro ler e tenho por vicio ficar com determinadas passagens do que leio, na minha cabeça a bombar, até poder juntar ao meu sangue e ao meu viver. De muitos autores que li gostaria de realçar o Henry Miller, pois tem algo que me faz rever no que escreve e da meneira como o faz.
" A irresistivel criatura do sexo oposto é um monstro no processo de se transformar em flôr. A beleza feminina é uma votação incessante á volta de um defeito ( muitas vezes imaginário), do que resuklta todo o ser girar ascensionalmente, direito ao céu."
HENRY MILLER
Não me digam que não é verdade!...
" A irresistivel criatura do sexo oposto é um monstro no processo de se transformar em flôr. A beleza feminina é uma votação incessante á volta de um defeito ( muitas vezes imaginário), do que resuklta todo o ser girar ascensionalmente, direito ao céu."
HENRY MILLER
Não me digam que não é verdade!...
Sinfonia - Coimbra 18,03,1990 Domingo
É mais um dia, para mim, no paraiso. Ess e paraiso que anda tão longe daqui; anda por ali e aqui... anda aonde vôo e onde estou.
Passo a passo...
Toda a minha vida tenho buscado a vida. Será tarde de mais?! Para toda a minha vida?! É tão dificil encontrar o caminho. Mas tenho este sorrizo nos lábios e em mim, que dá força a mim e a ti, de poder sonhar aqui.
Esta sinfonia melódica que entra e não sai de nós, ficando viva e ardente para sempre. Este infinito desejo de desejar estar aqui, ai e ali tambem. Estar e não estar, falando calados e rindo chorando...
É esta raiva de viver que nos faz sentir vivos; é esta raiva que nos morde e nos faz acordar. Acordando gritando que estamos aqui bem perto e simultaniamente longe...
Sinfonia de sentidos, meus e teus aqui e ali, por todos os lugares aonde passamos e deixamos ficar no ar...
Passo a passo...
Toda a minha vida tenho buscado a vida. Será tarde de mais?! Para toda a minha vida?! É tão dificil encontrar o caminho. Mas tenho este sorrizo nos lábios e em mim, que dá força a mim e a ti, de poder sonhar aqui.
Esta sinfonia melódica que entra e não sai de nós, ficando viva e ardente para sempre. Este infinito desejo de desejar estar aqui, ai e ali tambem. Estar e não estar, falando calados e rindo chorando...
É esta raiva de viver que nos faz sentir vivos; é esta raiva que nos morde e nos faz acordar. Acordando gritando que estamos aqui bem perto e simultaniamente longe...
Sinfonia de sentidos, meus e teus aqui e ali, por todos os lugares aonde passamos e deixamos ficar no ar...
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