quinta-feira, 28 de maio de 2009

contradições 28.5.2009 pisc. Rui Abreu 11:30

Fazendo o almoço e pensado no dia que está...
Que bom é estar vivo e sentir-se vivo. Mesmo com todas as dificuldades a vida é bela.
Sentir os raios de sol, a aragem que passa e olhar em redor sentindo tudo a viver.
Esta estupida maneira de estar tão sem sabor, sem logica racional é uma simples maneira de poder sentir que se está vivo e se gosta de viver.
Tantos sentimentos contraditorios se podem sentir nestes breves instantes...
Fazem-nos pular de vida e "voar" pla nossa ezistencia etodos os momentos mais sentidos dela...
È BOM ESTAR VIVO AKI...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Pais mas que pais? - piscinas Rui Abreu - Pedrulha 21.5.2009

Pais mas que pais?

Nasci da vontade de sexo entre meu pai e minha mãe... ainda namoravam, e pelo que me foi dito, feito em pé ás escondidas da vegilancia da minha avó.
Não sei se fui programado ou não, mais provalvel é ser não, mas lá nasci. Fruto dessa vontade, desse desejo e desse amor.
Como antes já referi, nasci e cresci... Mas o crescer foi diferene de uma criança num ambiente considerado normal, pois ao fim de algum tempo foram as guerras e os conflitos entre os meus pais. Muita as vezes eu no meio e a prezenciar senas que nem um adulto deveria ver... Foi a destruturação completa da familia e dos sentimentos. Foi para alem disso o desvio racional de uma educação para uma criança. Levei com as maguas, desgostos e frustrações deles por arrrasto...
Ao longo da minha vida tive sentimentos de raiva e odio para com eles... no entanto sempre relevei e sempre entendi o porque de cada lado... esquecendo o meu proprio. Por os amar e por me terem feito homem que sou hoje.
Fui criado entre guerras particulares e eguoismos sem nunca terem medido seus actos e seus sentimentos. Não ponho em causa seu afecto para comigo mas sim a sua maneira de o demonstrarem ou de o fazerem.
Fui criado, a partir dos meus 8 anos, por minha mãe... mal ou bem criou-me e teve-me entre ela... com seus defeitos e suas paranoias... uzando-me por vezes e sendo até sua cruz de vida.
Meu pai saío, pura e simplesmente da minha vida nessa idade, sem perconceitos e sem problemas. Durante o resto da minha vida foi sempre de passagem, e maior parte das vezes negativamente, tal como da vez em que estava com ele e sua companheira da altura em Lamego e me espulça de casa... Não querendo dizer que não tem sentimentos para comigo mas que nunca os demonstrou ou praticou é uma realidade.
Meus pais, cada um á sua maneira, sempre me responsabilizaram ou culpabilizaram, pelas suas vidas. Pago essa factura todos os dias da minha vida. Chego a pedir que me esqueçam e me deixem viver a vida que tenho em paz.
Minha mãe cobra-me sobre seus sentimentos e o que possa fazer por mim... Meu pai usa-me como presevativo. Seus sentimentos são do mais penozo que tenho na vida, nem o cacionoma que me foi diagosticado é tão doloroso... Cada um fechado nas suas vidinhas de merda e seus medos que eu sou simplesmente a imagem da dor e da fustração da vida que tem.
Não conceguem olhar para mim como eu olho para meu filho, com amor, carinho e vontade de lutar por seu bem estar, para alem do meu.
Cada um deles tem sua vida e eu sou simplesmente a merda que fizeram.
Não quero nada deles nem sequer o bem, simplesmente esqueçam que eu estou cá tambem...
Andei a estudar ás custas da minha mãe, a ela o devo, no entanto mais tarde fui responsabilizado por isso e ainda hoje levo com isso na cara.
Meu pai chegou a dizer que 3 contos chegavam para o meu sustento e que se minha mãe quize-se mais que o fosse ganhar.
Mais tarde "fugi" e comecei minha caminhada sozinho... Meu pai pagou-me a carta e minha mãe ajudou-me com o que podia, depois pago a factura, eu fiz isto eu fiz aquilo etc... Cada um faz pagar a factura á sua maneira e da maneira que mais lhe convem. Tem sido assim e continua assim.
Meu pai tem outro filho, fruto da relação com outra pessoa, minha mãe só me tem a mim... mas seu sentimento de afecto por mim é do mais doentio e estranho que se possa imaginar.
Eu tou cansado e farto de os aturar e calar-me perante suas intempestivas acções para comigo. Agora que eu tenho a MINHA familia e os meus próprios problemas, que tenho que superar, não estou para suportar mais as suas maneiras para comigo. Está na altura de dizer o que sempre senti e calei e suportei. Por medo, respeito e pudor, prejudicando-me e as pessoas em meu redor, nunca falei do que eles me fazem sentir ou fizeram, chega tá na hora de dizer basta.
Estou cá sou filho deles e amo-os como tal mas já chega de me cobrarem ou de me rebaixarem... por mim e plo meu filho chega...

Nunca sejam pais assim pois é do pior e do mais destrotivo que possam sentir na vida, por isso e muito mais sou como sou, diferente mas igual, com sentimentos á flor da pel e com amor sentido por todos.

Inté...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Banco de jardim - 8.3.1990 3H05Mn

Na musica vôo pelos meus desejos, na noite vagueio pelo mundo, que está dentro de mim, na escrita registo as dores de cabeça, no chôro rio de mim, no rizo choro por mim.
No mundo aonde estou eu vou até ao fim. Cá longe, ao longe de mim, me vejo, perdidamente encontrado por mim.
Em cada momento eu estou, comonunca deveria estar. Por esses momentos eu vou, para poder encontrar-me...
Raiva eu sinto de mim, por ser assim...
Tão bruto eu me sinto por ter esta raiva de mim...
de andar tão devagar como raio de luz solar.
Sou este banco todo pintado de branco,
banco de jardim aonde descançam seres cançados,
Tal como eu de tanto estar e não estar.
Sou eu aki que te escuto
sou eu aki que te sinto
sentindo o teu e o teu
cansaço da vida já percorrida...
Sou o branco do banco
que te dá descanço e paz
p'ra poderes continuar
a AMAR...

Vários Soltos - Fornos 9.9.1990 escritório 1 hora

... bebo mais um golo de wisky, e deixo a mente continuar a divagar.
Dou mais uma passa no cigarro e escuto a musica a tocar (Oceano pacifico), estou a ficar longe daki, divago no tempo e no espaço, sou anti-materia...

Ah! não me roubo tudo a negra sorte:
ainda tenho esta dor, ainda me resta
o pranto, a queixa, a solidão e a morte.

Assim como o amanhecer
vou acreditar de novo poder ter
assim é o começo de um novo dia
em que começa a luta que cria.

Cansados do medo e da solidão
cá vamos nós andando entre mãos;
perdendo toda aquela eluzão
que em crianças tinhamos nas mãos.

Este tempo inteiro que queriamos dar
desse sonho que é tão criança
andando de par em par
mas o tempo passou e a criança não ficou.

Perdeu-se no passar do tempo
num tempo perdido
mais que sentido
foi vivido no seu tempo.

Algo do escritor Henry Miller

Adoro ler e tenho por vicio ficar com determinadas passagens do que leio, na minha cabeça a bombar, até poder juntar ao meu sangue e ao meu viver. De muitos autores que li gostaria de realçar o Henry Miller, pois tem algo que me faz rever no que escreve e da meneira como o faz.

" A irresistivel criatura do sexo oposto é um monstro no processo de se transformar em flôr. A beleza feminina é uma votação incessante á volta de um defeito ( muitas vezes imaginário), do que resuklta todo o ser girar ascensionalmente, direito ao céu."

HENRY MILLER

Não me digam que não é verdade!...

Sinfonia - Coimbra 18,03,1990 Domingo

É mais um dia, para mim, no paraiso. Ess e paraiso que anda tão longe daqui; anda por ali e aqui... anda aonde vôo e onde estou.
Passo a passo...
Toda a minha vida tenho buscado a vida. Será tarde de mais?! Para toda a minha vida?! É tão dificil encontrar o caminho. Mas tenho este sorrizo nos lábios e em mim, que dá força a mim e a ti, de poder sonhar aqui.
Esta sinfonia melódica que entra e não sai de nós, ficando viva e ardente para sempre. Este infinito desejo de desejar estar aqui, ai e ali tambem. Estar e não estar, falando calados e rindo chorando...
É esta raiva de viver que nos faz sentir vivos; é esta raiva que nos morde e nos faz acordar. Acordando gritando que estamos aqui bem perto e simultaniamente longe...
Sinfonia de sentidos, meus e teus aqui e ali, por todos os lugares aonde passamos e deixamos ficar no ar...

domingo, 3 de maio de 2009

a realidade d'agora

Tenho medo de acabar de repente sem dizer ...
desculpa!
Desculpa a ti companheira dos bons e maus momentos;
Desculpa a ti filho...
Desculpa aos amigos
Desculpa as mulheres que passaram...
Desculpa a ti primeiro amor...
Desculpa a mim...

A vida tem mais sentido, se vir-mos, a dor que provoca-mos...
Só por orgulho ou prazer...
só por nos sentir-mos sós.

Nestes momentos que estou passando
vejo para alem do olhar
e sinto o fiz sentir...

Sempre só e nem sempre orgulhosamente só...
levando tudo em frente sem dó nem piadade...
agora a vós peço DESCULPA!

Sem orgulho nem pudor
só simplesmente desculpa.

A vida é uma mar de dor e prazer...
com as fronteiras nem sempre lineadas...
temos de ser nos a ver até onde podemos ir,
cada um de nos e em cada um de nos.

a dor esta presente desde o dia em que nascemos
uns aprendem a viver com ela outros não,
uns são coitadinhos outros são lutadores
valente é simplesmente aquele que vai para alem disso tudo ...

Só posso dizer ...
Amo-vos a todos ...
Pais, amigos, amores e filho...
mas mesmo parecendo eguista,
amo a vida e tudo o que ela dá...

Amo porque nasci do amor
Amo por que senti amor
e se morrer é por sentir amor
por todos vós...

Amigos e inimigos
para mim sois eguais
pois se com uns sei que posso contar
com os outros ainda mais

Mas de mim podeis esquecer
pois deixei de ter inimigos
Só amigos e outros são simplesmente
Seres como eu mas que não se entendem comigo...

vivei a vida como o ultimo dia
vivei a vida com prazer e paixão
só assim ela tem sentido

breve sabereis pensamentos meus
que nunca pensei em dizer...

INTÉ!