Quem sou eu afinal, queolho e não vejo, vejo e não olho?
Que nasci e espero, espero por nascer.
Que vive a vida e a morte.
Não sei !...
Gostaria de fugir de mim.
Tudo tento compreender, pois tanto há para ver.
Tanto tenho a dizer e ficando sempre por dizer.
Mais tarde quase sufoco "in loco".
Não sabendo bem porquê, sinto-me cansado de estar parado.
Parado a correr, indo em frente, de frente para aquilo que tiver que vir.
Choro mas não grito, sonho mas não idealizo.
Sopra o vento dentro de mim, aqui junto de mim.
Chove no meu coração e rio-me de mim.
Sou o cego que vê mas não crê.
Tempo perdido que sou como de loucuras ficou.
Sou levado de mão em mão, por entre mãos.
Daqui para ali sem razão.
Escondendo-me nas personagens que reprezento para não ficar em pranto.
De louco e são, bôbo e arlequim, e de mim.
Amor encontrado, ficando perdido.
Amigo e inimigo, no jogo perdido.
Mais eu vivo, mais eu gosto.
Se vê como somos e como é a realidade.
Realidade e sonho, é a nossa vida.
A vida entre sonho e realidade, impossivel discernir.
Ela chama-se paraiso, chama-se assim por seu querer.
Destruida e mudada pelo nosso descrer.
Pensando assim fico de fora, fora de mim e de ti, já aqui.
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