quarta-feira, 13 de maio de 2009

Banco de jardim - 8.3.1990 3H05Mn

Na musica vôo pelos meus desejos, na noite vagueio pelo mundo, que está dentro de mim, na escrita registo as dores de cabeça, no chôro rio de mim, no rizo choro por mim.
No mundo aonde estou eu vou até ao fim. Cá longe, ao longe de mim, me vejo, perdidamente encontrado por mim.
Em cada momento eu estou, comonunca deveria estar. Por esses momentos eu vou, para poder encontrar-me...
Raiva eu sinto de mim, por ser assim...
Tão bruto eu me sinto por ter esta raiva de mim...
de andar tão devagar como raio de luz solar.
Sou este banco todo pintado de branco,
banco de jardim aonde descançam seres cançados,
Tal como eu de tanto estar e não estar.
Sou eu aki que te escuto
sou eu aki que te sinto
sentindo o teu e o teu
cansaço da vida já percorrida...
Sou o branco do banco
que te dá descanço e paz
p'ra poderes continuar
a AMAR...

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