Tu és pura e imaculada
Cheia de graça e beleza;
Tu és a minha amada,
És a gentil burguesa.
Tu sem maldade
Que tudo mereces,
Porque desconheces
O podre da cidade,
Nessa herdade
Onde foste criada,
A viver desviada
Deste mundo;
És como valor incalculado
Que me foste emprestado.
Se te tenho na mão
Acho pouco,
Sinto desejo louco
Meter-te no coração!...
Tens a grandeza
Dessa beleza:
Parecer bela
Mais do que ela.
Mas foste-me emprestada,
Já te dei de volta
Mais do que paga
P´ra grande mágua de mim.
A rir me cortaram,
Por gozo e vaidade;
Foi a rir que me atiraram
P´ra lama da sociedade.
Com futuro perdido
Há tantos assim...
Caio eu e os outros
Caimos e continuamos a caindo,
Com amizades fingindo
Ser amigos de verdade,
Compraste-me uma amizade
P´lo bem estar de um dia ou dois,
P´ra me atirar depois
P´ra lama da sociedade.
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