quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

"SABADO" 1988

Sábado á tarde...
Quando a ternura desaparece;
Á frente de quem rastejá-mos como um cão.
Esquecem-se as paixões, com o tempo, tudo desaparece e sentimo-nos gelados;
Esmagados na verdade e com o tempo deixa-se de amar.
Quando o coração pára não vale a pena correr, tudo desaparece;
Com o tempo tudo se desvanece.

Existem terras queimadas
O vermelho e o negro se unem;
Vou esconder-me aqui
A ouvir-te cantar e rir
Á sombra da tua mão
Com toda a minha paixão.

Chama em jovem coração nascido;
Pranto por belos olhos aprisionado,
Incêndio em mares de água disfarçado,
Rio de gelo em fogo convertido.

Se és fogo como nãoqueimas?
Se és neve como não arrepias?
Mas, ouve o dia em que andou amor em ti;
Pois para temperar a dor
Como sendo neve em fogo,
Permitiu que aparece-se a chama fria.

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