Brancura macia de plumas, rumor leve
De asas que roçam devagar,
Passais como flocos e neve
Que sussurram no vento e se desfazem no ar.
De tudo isto, que resta? Um quase nada: apenas,
E o eco de um rumor cantando em meu ouvido.
Sonhos perfumados
Do aroma dos teus lábios
Dos botões de rosa desabrochados
Em goivas, desfeitos na lama pela naifa.
Sonhos do ouvido, escutando
O ingénuo amor que se revela enfim
Involuntáriamente, quando,
Em frazes que negam a voz, diz, que sim;
Sabro do primeiro beijo
Que mal pousa, medrouso, leve, leve,
Num rosto virgem onde sonho;
Sereia cheia de brancura de neve;
Sonhos de amor, sois como a rosa
Que, ainda nem bem colhida;
Perde a frescura que a tornou formosa.
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