Eu para aqui
Sem sentir respirar a vida.
Toquei-te...
E de súbito percebi;
- Não eras apenas um enfeite
Com cabelos de nuvem
E o sol a respirar em ti,
Mas o outro lado do problema,
Com a morte por alibi.
Tudo cansa!
Até o brilho cruel do sol de lança
Dos teus olhos nus.
Teus olhos. Hoje dois delicados pratos de balança
Que só pesam a luz.
(e a esperança)
O céu é este jeito de andar
E a terra vôa nos meus olhos...
Aves: o mundo sou eu.
O sol, o ritmo das sementes
A prolongarem a música da vida...
Homens: o mundo sou eu.
A noite, a cinza dos meus passos
Nas nuvens escuras da morte...
Flores: o mundo sou eu.
(concordem, pelo menos,
que a vida e o mundo
são bem pequenos.
Só a morte é bem grande.)
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