Última flor obscura do coração
És a um tempo, inculta e bela.
Ouro nativo, que na ganga impura
Brota a dor da separação...
Amo-te assim desconhecida
Cabelos de alto calor, música singela
Tens o dom e a delicadeza da porcelana
E a dor da saudade e da ternura!
Sinto o teu riso agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e dolorosa.
Da tua boca saio: "Amo-te"
Da tua mente: " Não posso"
O génio sem ventura e o amor sem brilho!
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